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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
A data não sei precisar,
mas certo dia encolhi, fiquei pequenina e já não cabe em mim o tanto que sinto por ti, meu amor.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Acho que já escrevi coisas mais inspiradas, textos mais polidos, mas agora é que sinto que as palavras não me cabem cá dentro. Eu bem sei que não sou dada a salamaleques, que não sou a pessoa mais carinhosa do mundo e que não digo sempre tudo o que sinto, dizendo vezes de mais tudo o que penso, mas fazes-me falta. Uma falta verdadeira porque estás sempre comigo, porque já conheço tudo o que é possível contigo mas que sozinha não consigo. Porque estás sempre perto e mesmo longe não te esqueces de mim. És o mais parecido com família que eu tenho aqui, nesta cidade, e hoje custou-me abrir a porta de casa e não te sentir entrar depois de mim. Hoje custa-me mais a chuva porque não estás aqui para dividir uma manta e custa-me mais o tempo porque não estás aqui a fazê-lo voar. Hoje custou-me mais sair da cama e logo vai-me custar mais deitar porque não estas comigo ou em tua casa onde sei que consigo chegar sempre que quiser. Até voltares eu vou-te dizer milhões de vezes que gosto de ti, com medo que estejas distraído e não oiças, com medo que a tua modéstia te impeça de perceber o que és para mim, com medo de não ter sido clara, com medo que aches que digo por dizer já que nunca senti nada por sentir. Porque se disser deixa de pesar dentro de mim. Eu já vivia antes de ti, eu já dei tombos monumentais, eu já me apaixonei. Eu já vivi ilusões, eu já errei redondamente, eu já escolhi o pior, eu já me arrependi do tempo que perdi e já me senti enlouquecer. Eu já aprendi que, da pessoa com quem dividimos a vida, não devemos esperar nada que não seja o nosso bem. E isso tu fazes-me, muito.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Ponto da situação
Com o meu Caetano continua tudo muito benzinho. Tipo, faz-me feliz e isso. O que mudou foi o nome, não o homem, que eu tenho muito medo de doenças e bem sei que andar a saltar de mangalho em mangalho não dá saúde a ninguém. Isso e a pardalona fica espatifada. Adiante, a minha mãe veio visitar-me. Na bagagem trazia coisas tão variadas como grelos, batatas, uma iogurteira, um conjunto de chávenas e uma cafeteira eléctrica. Ficou muito pesarosa por não ter conseguido acomodar também a minha avó mas a senhora pesa tanto como um bisonte, maneiras que ficou em casa. De surpresa trouxe a minha miúda mais velha e eu, pah, eu senti-me derreter toda. E foi só matar saudades e passear e comer coisas boas e pôr a conversa em dia e sujeitar o Caetano a uma criteriosa avaliação da qual saiu com um parecer muito positivo. Agora estou a actualizar os métodos de tortura de que disponho para o chantagear. Conhecer a sogra é chão que já deu uvas e já não surte efeito depois da minha mãe ter desgraçado a imagem de intratável que tanto trabalho me tinha dado a construir. Enfim, mania de ser amorosa. Entretanto, era boa ideia inaugurar esta tasca.
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