sexta-feira, 31 de maio de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Numa repartição pública perto de mim

"Abrimos quando chegamos,
 Fechamos quando partimos.
Se vier quando não estamos,
É porque não coincidimos."

Priceless.

domingo, 26 de maio de 2013

Que tal este fim de semana?

Um passeio pela feira do livro. Ainda estou incrédula com a minha capacidade de contenção no meio da confusão, nem um: "caralho, puta que pariu, eu bem sabia que devia gostar mais da expocosmética" ou um "foda-se, querem lá ver que estou condenada a levar com estas fodas fadas* até bazar daqui para fora?" ou um suave "vai dar encontrões a uma parede... com os cornos". Nada, ando assim zen.


*Andavam por lá duas mulheres, adultas, vestidas de fadas. Com asas e tudo. Foi o que o meu Caetano me disse, mas eu ainda tenho para mim que se enganaram no evento e iam mesmo era actuar ao Viking no Cais do Sodré, só pararam para comer uma fartura. 

Depois fomos ver a futura casa do meu Caetano, confirmar que é não era só amor à primeira vista. Também foi à segunda. 





Agora, adivinhem lá quem vai ser o meu novo vizinho. 



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Arisca, como é que aguentas os humores e lamúrias da tua equipa?


Bom, antes de mais queria agradecer ao público por esta pergunta tão pertinente, bem sei que acomodo em mim conhecimento suficiente para ensinar os métodos mais infalíveis de gestão de recursos humanos. Quando a vossa equipa já vos andar a moer o juízo há tempo suficiente para terem trocado o verniz das unhas duas vezes, quando resistir a todas as tentativas de motivação e vos esgotar a paciência, a solução é simples. Colocar os auriculares e sintonizar a estação de rádio da vossa peferência. Usar 8h por dia. Não tendes de quê.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ahahahahah

Ainda nem terminamos o último processo de recrutamento e já abrimos novo concurso, ninguém nos pode acusar de não querer dar emprego! Já eu, posso acusar as pessoas de não quererem emprego nem à lei da bala. É com cada foto de perfil, com cada carta de motivação, com cada pontapé na língua portuguesa que nem sei bem por onde começar mas também ainda me estou a recompôr. Recebi agora um e-mail com 12 linhas e NENHUMA pontuação, minto, com um ponto de exclamação seguido de reticências mesmo no fim. O texto vai desde habilitações académicas a aptidões pessoais, passando por experiência profissional, numa mixórdia digna de uma entrada directa no Circo. Depois é abrir o CV e o Word demorar a apresentar a foto do candidato, aguardar uma espécie de pop-up mas no próprio documento, e quase morrer de um misto de vontade de mijar a rir e de susto. Juro, começo a achar que devia mandar benzer os editais antes de serem publicados.

Fico com pena

daquelas pessoas que acham que vão fazer muita falta e que, se falarem em ir embora, pensam que meio mundo se vai lançar aos seus pés implorando que fique, enquanto o restante meio tenta a imobilização, tal é a angústia de imaginar a vida sem a sua presença. Ficam ali a sonhar com pedidos desesperados, com elogios rasgados, fazem bluff, do mau, e sucede que o mundo inteiro se está a cagar. É assim que se descobre, depressinha, que ninguém se rala.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Exactamente o que sinto desde... Errr.... Sempre?


Salvaguardando que viver no Bairro Alto é do caralho! (Apesar de também fazerem a minha rua de urinol. Porcos!)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Às vezes acho que a minha vida é uma comédia e só eu é que não me rio.

Colega está num departamento separado do meu, no mesmo edifício mas bastante longe.
Colega dispõe do que precisa a menos de 15m de si, dentro da sala onde se encontra, mas o que precisa está com água dentro.
Colega precisa da mesmíssima coisa mas sem água.
O colega tem onde descartar a água ali mesmo ao lado.
Eu atendo dezenas de telefonemas por dia.
Eu tenho trabalho acumulado desde ontem.
Eu tenho um derrame na vista que ninguém me convence que não é de nervos.
Eu tenho trabalho a sair-me pelos poros.
Eu já receio que a cabeça me rebente quando o telefone tocar outra vez.
O colega acha que o melhor é ligar-me a perguntar de disponho do que ele precisa mas vazio.
Respondo que não.
Ele lá decide, muito contrafeito, que pode despejar a água e resolver o assunto.
Ainda bem que deus me deu paciência, porque se me desse força...

domingo, 12 de maio de 2013

Gostava muito de explicar este meu ar subnutrido a quem esta semana me disse que estava cadavérica.



Pimeiro, sou pessoa de me alimentar só de folhinhas de agrião, que as de alface enfartam-me muito.


Depois sou uma pessoa que quando recebe os amigos os leva a comer gelados maravilhosos mas não consome a cena porque engorda. Fico só a ver enquanto engulo a saliva e penso que lhes vai tudo parar às ancas. (E o espectacular que é ter cá amigos assim daqueles à maneira e que só vemos no Porto? Bem, nem posso falar nisso que me começo a sentir feliz e toda a gente sabe que felizes são os não cadavéricos).


E este fim de semana, esta foi a minha fiel companheira. Sim, porque ainda me atrevo a ter o melhor namorado do mundo que me dá prendas giras e sem precisar de ocasiões especiais. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Prefiro uma verdade dura a uma mentira piedosa

E hoje, quando num e-mail profissional uma mulher teve a coragem de ser crua o suficiente para me dizer exactamente o que há muito quem pense e não diga, quando teve a hombridade e mesmo sabendo que me custava ler percebeu que eu precisava saber e teve a coragem de ser a portadora de más notícias, fiquei a admirá-la profundamente. A verdade dura não foi acerca do meu trabalho, mas foi sobre coisas que também dependem de mim e agora não descanso enquanto não se resolverem. Ela merece.

Como é que se apanha uma invejosa

"Ai Arisca, estás a ficar cadavérica."

Se eu já lhe podia ter dito que com menos cu também se caga? Já, mas ser imbecil não combina com o meu tom de pele.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O mais provável é que esta coisa toda linda com o Caetano tenha ido com os porcos ontem

Dei um peido. Involuntário, é certo, entre malabarismos parvos que o estavam a fazer rir, mas audível. Ele não é surdo, porra, nunca quis tanto ter um namorado surdo. Não cheirou mal por isso não bati com a cabeça no chão até jorrar cérebro. Sinto-me desolada. Lado positivo, agora já posso fazer pupu e deixá-lo entrar na casa de banho logo a seguir, não é? Assim como assim, passou a ser do conhecimento dele que tenho intestinos. Só tenho medo do que virá a seguir, talvez um arroto sonoro ou palitar os dentes com o mindinho. O céu fim é o limite!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Temo que, no dia em que o meu homem me vir a comer tremoços, nunca mais seja capaz de olhar para mim da mesma maneira e passe a ver uma debulhadora. É que como tremoços como se de salvar uma vida se tratasse e é mais forte do que eu.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Feriados

Mais valia abolirem a merda dos feriados mais as pontes e o carai. Eu sempre trabalhei aos feriados, não sabia o que era uma ponte até ter este emprego e sobrevivia. O que se quer é duas folgas semanais. Pah, a minha falta de produtividade hoje é gritante e irritante. Feriados a meio da semana, duas semanas seguidas, não combinam com o meu tom de pele.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sabes que cresceste

e que foste criada por duas pessoas simplesmente maravilhosas quando, sem que nada de especial o proporcionasse, sentes uma necessidade enorme de ligar à tua mãe, sendo que tinhas falado com ela horas antes, só para dizer "Mãe, gosto muito de ti. Sabes disso, não sabes?" e te sentes apaziguada ao ouvir "Sei filha, mas sabe tão bem ouvir". Sabes que a tua mãe é o teu prumo, sabes que é a mulher mais lutadora que conheces, sabes que não é possível sentir orgulho maior do que o que depositas nela e tens certeza que não escolherias outra quando choras de saudades, mesmo depois do hábito da distância se ter instalado e a tua vida ser tudo o que querias (menos geograficamente). Eu cresci, conheci outros amores, aprendi a levantar-me sozinha, mas o melhor da vida é saber que tenho uma mãe presente, de quem preciso ouvir a voz todos os dias e com quem me preocupo tanto por lhe querer tão bem. Não faço nada na vida que não a tenha em consideração, para que se orgulhe sempre de mim, projecto dela, sonho dela, fruto da dedicação dela. Não sei de nada em mim que não lhe deva a ela, de uma forma ou de outra, não sei de nada que consiga sozinha que não seja por ter aprendido com ela, nem que seja só a força que sempre lhe reconheci. Eu não sou a pessoa mais expansiva do mundo, tenho melhorado com os anos, herdei esta reserva do meu pai, de quem não falo neste texto porque o nosso entendimento é diferente. O nosso amor acontece nas entrelinhas, no exercício de saber o que está nas pausas e nos silêncios, no adivinhar e não ter dúvidas do que se avizinhava dizer. Com o meu pai o amor é mudo, mas é palpável e indubitável. Devo-lhe a infância mais feliz, mais acompanhada, mais desafiante. Devo aos dois tudo o que sou e pago em amor e motivos de orgulho, não existe outra moeda aceite. Ainda assim, a certeza é que a dívida será eterna e eterna será a minha vontade de a pagar. Amando.
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