Colega está num departamento separado do meu, no mesmo edifício mas bastante longe.
Colega dispõe do que precisa a menos de 15m de si, dentro da sala onde se encontra, mas o que precisa está com água dentro.
Colega precisa da mesmíssima coisa mas sem água.
O colega tem onde descartar a água ali mesmo ao lado.
Eu atendo dezenas de telefonemas por dia.
Eu tenho trabalho acumulado desde ontem.
Eu tenho um derrame na vista que ninguém me convence que não é de nervos.
Eu tenho trabalho a sair-me pelos poros.
Eu já receio que a cabeça me rebente quando o telefone tocar outra vez.
O colega acha que o melhor é ligar-me a perguntar de disponho do que ele precisa mas vazio.
Respondo que não.
Ele lá decide, muito contrafeito, que pode despejar a água e resolver o assunto.
Ainda bem que deus me deu paciência, porque se me desse força...
terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Gostava muito de explicar este meu ar subnutrido a quem esta semana me disse que estava cadavérica.
Pimeiro, sou pessoa de me alimentar só de folhinhas de agrião, que as de alface enfartam-me muito.
Depois sou uma pessoa que quando recebe os amigos os leva a comer gelados maravilhosos mas não consome a cena porque engorda. Fico só a ver enquanto engulo a saliva e penso que lhes vai tudo parar às ancas. (E o espectacular que é ter cá amigos assim daqueles à maneira e que só vemos no Porto? Bem, nem posso falar nisso que me começo a sentir feliz e toda a gente sabe que felizes são os não cadavéricos).
E este fim de semana, esta foi a minha fiel companheira. Sim, porque ainda me atrevo a ter o melhor namorado do mundo que me dá prendas giras e sem precisar de ocasiões especiais.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Prefiro uma verdade dura a uma mentira piedosa
E hoje, quando num e-mail profissional uma mulher teve a coragem de ser crua o suficiente para me dizer exactamente o que há muito quem pense e não diga, quando teve a hombridade e mesmo sabendo que me custava ler percebeu que eu precisava saber e teve a coragem de ser a portadora de más notícias, fiquei a admirá-la profundamente. A verdade dura não foi acerca do meu trabalho, mas foi sobre coisas que também dependem de mim e agora não descanso enquanto não se resolverem. Ela merece.
Como é que se apanha uma invejosa
"Ai Arisca, estás a ficar cadavérica."
Se eu já lhe podia ter dito que com menos cu também se caga? Já, mas ser imbecil não combina com o meu tom de pele.
Se eu já lhe podia ter dito que com menos cu também se caga? Já, mas ser imbecil não combina com o meu tom de pele.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O mais provável é que esta coisa toda linda com o Caetano tenha ido com os porcos ontem
Dei um peido. Involuntário, é certo, entre malabarismos parvos que o estavam a fazer rir, mas audível. Ele não é surdo, porra, nunca quis tanto ter um namorado surdo. Não cheirou mal por isso não bati com a cabeça no chão até jorrar cérebro. Sinto-me desolada. Lado positivo, agora já posso fazer pupu e deixá-lo entrar na casa de banho logo a seguir, não é? Assim como assim, passou a ser do conhecimento dele que tenho intestinos. Só tenho medo do que virá a seguir, talvez um arroto sonoro ou palitar os dentes com o mindinho. O céu fim é o limite!
terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Feriados
Mais valia abolirem a merda dos feriados mais as pontes e o carai. Eu sempre trabalhei aos feriados, não sabia o que era uma ponte até ter este emprego e sobrevivia. O que se quer é duas folgas semanais. Pah, a minha falta de produtividade hoje é gritante e irritante. Feriados a meio da semana, duas semanas seguidas, não combinam com o meu tom de pele.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Sabes que cresceste
e que foste criada por duas pessoas simplesmente maravilhosas quando, sem que nada de especial o proporcionasse, sentes uma necessidade enorme de ligar à tua mãe, sendo que tinhas falado com ela horas antes, só para dizer "Mãe, gosto muito de ti. Sabes disso, não sabes?" e te sentes apaziguada ao ouvir "Sei filha, mas sabe tão bem ouvir". Sabes que a tua mãe é o teu prumo, sabes que é a mulher mais lutadora que conheces, sabes que não é possível sentir orgulho maior do que o que depositas nela e tens certeza que não escolherias outra quando choras de saudades, mesmo depois do hábito da distância se ter instalado e a tua vida ser tudo o que querias (menos geograficamente). Eu cresci, conheci outros amores, aprendi a levantar-me sozinha, mas o melhor da vida é saber que tenho uma mãe presente, de quem preciso ouvir a voz todos os dias e com quem me preocupo tanto por lhe querer tão bem. Não faço nada na vida que não a tenha em consideração, para que se orgulhe sempre de mim, projecto dela, sonho dela, fruto da dedicação dela. Não sei de nada em mim que não lhe deva a ela, de uma forma ou de outra, não sei de nada que consiga sozinha que não seja por ter aprendido com ela, nem que seja só a força que sempre lhe reconheci. Eu não sou a pessoa mais expansiva do mundo, tenho melhorado com os anos, herdei esta reserva do meu pai, de quem não falo neste texto porque o nosso entendimento é diferente. O nosso amor acontece nas entrelinhas, no exercício de saber o que está nas pausas e nos silêncios, no adivinhar e não ter dúvidas do que se avizinhava dizer. Com o meu pai o amor é mudo, mas é palpável e indubitável. Devo-lhe a infância mais feliz, mais acompanhada, mais desafiante. Devo aos dois tudo o que sou e pago em amor e motivos de orgulho, não existe outra moeda aceite. Ainda assim, a certeza é que a dívida será eterna e eterna será a minha vontade de a pagar. Amando.
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