domingo, 17 de fevereiro de 2013

Surgiu, do nada, um bebé

E a mim, que sempre fui dada a preparações psicológicas, não me dava jeito nenhum que esse bebé surgisse no prédio do lado, de ontem para hoje, e muito menos que ficasse no quarto que partilha uma parede com o meu. Quem me conhece sabe que não tenho nenhum problema com bebés. Tenho duas sobrinhas que estão a crescer depressa demais e que, tirando ocasionais momentos de loucura, nunca me fizeram desejar a surdez. Tenho uma colega grávida que não me incomoda nada, a não ser quando se peida na minha presença, e quero eu própria parir um dia e usar a gravidez como desculpa para comer uma panela de rojões todos os sábados. Acho os bebés adoráveis, mesmo aqueles feios e com ar de idoso, mesmo esses. Juro que, se puder, lhes cheiro a moleirinha e lhes dou colo, o cheiro a caca não me faz grande mossa e até me sinto afogar em hormonas quando eles são simpáticos e  risonhos. Portanto, o meu problema não é com bebés, o meu problema é com este bebé em particular que não deixa uma alminha dormir. Eu nunca o vi, nem a ele nem aos pais, mas aposto que medem meio metro, são ruivos e feios e a criança resulta de uma gravidez indesejável da noiva de Chucky que achava que estava apenas a ficar mais roliça.

6 comentários:

Snail disse...

E verrugas. Pelo menos um deles tem que ter verrugas!

Arisca disse...

Snail, isso já não sei :p

Dani disse...

Coitados dos pais. Um puto assim é dose. Até me apetece ainda mais beijar a minha piolha que dorme tranqüila aqui ao meu lado!

Arisca disse...

Dani, confesso que também tenho pena!

pastora disse...

nem sabia que eras a favor dessas coisas da gravidez :P choros de bébe são insuportáveis! sou tia de dois, gosto muito deles, mas quando abrem a boca... jesus!

Arisca disse...

Pastora, sou totalmente a favor. Pretendo uma gravidez só para mim um dia :D

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