GRAÇAS A DEUS! E bem sei que parece que nem o gramo mas, acreditem, eu não estou preparada para dividir o meu espaço com um gajo que é tão da pá virada como ele. Além de vários constrangimentos que a convivência proporciona, como o facto de estar aflitinha para cagar e ter de aguardar que ele acabe de tomar banho (oh deus, se vocês soubessem o tempo que ele demora a tomar banho eram capazes de me sugerir um encontro imediato entre um x-acto e os meus pulsos) ou o facto de ter de aguardar para entrar na casa de banho depois dele ter o seu momento all-bran (não estou preparada para descobrir que ele não come sabonetes), ainda tenho de aturar os dilemas do homem para passar a ferro uma camisola, a saber, se pode pôr no ferro água da torneira ou se tem de ser destilada. Não é por mal, mas se isto é assim agora eu tenho medo de juntar os trapos e ele me questionar se pode regar as plantas com água da torneira ou se tem de ser com água da chuva do mês de Janeiro. Enquanto escrevia este post fui ameaçada. "Se estiveres a escrever sobre mim eu vou-me dar ao trabalho de criar um perfil para retaliar". Pffff.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Acho sempre espectacular aquela sensação de pele hidratada depois do banho.
Mas isso pressupõe que se espalhe hidratante de forma generosa no corpinho todo, tipo, com as mãos e mexendo os braços, implicando actividade motora e é tudo uma canseira. Entretanto (e reparem na mudança subtil de assunto), o meu Caetano quer francesinhas para jantar e eu lá vou ter de fazer o enorme sacrifício de as fazer. Um horror o que este homem me pede. Temo o dia em que ele me vai pedir um arrozinho de pato ou um bacalhau com natas. Certa vez pediu-me arroz de marisco e a nossa relação vacilou mal a palavra marisco lhe caiu dos lábios, ficou tremida, a desgraçada, estava a ver que não sobrevivia. É que até posso fazer um arrozinho de galocha, agora de marisco é que não! Blhéc.
sábado, 27 de abril de 2013
E agora uma coisa mais séria que já ando para escrever há uma data de dias mas não tive tempo e que não vai interessar a quase ninguém mas que me dá tremeliques nos olhos e alguns espasmos na boca
Depois os estúpidos são os investigadores, essas bestas cruéis que se regozijam com a crueldade animal. Essas bestas, que se dedicam à cura de doenças ou à procura de novos tratamentos (é dessa investigação que falo, aliada à medicina, não me venham cá falar de cremes e merdas que não tenho pachorra e sou contra o uso de animais para esse fim), só se dedicam a essa má vida porque curtem bué ver animais a sofrer. São, claramente, seres deformados e muito piores pessoas que o resto da humanidade, aquela que, na maioria, condena a investigação mas não hesita em mamar um ben-u-ron quando dói a cabecinha ou fazer radioterapia e todos os tratamentos possíveis quando lhe foi diagnosticado um cancro, ou que avia a medicação para a artrite reumatóide do pai, ou para a epilepsia de ausência da afilhada sem pensar duas vezes. Ah, mas espera lá, essa sou eu. Grande porca que, além de trabalhar em investigação, ousa tirar partido do que a ciência faz por todos. Puta. Bem, o texto já vai longo mas estou a falar disto. Eu sou toda a favor de quem defende uma causa. Eu própria defendo a minha, com unhas e dentes, sonho com um bem maior todos os dias, sonho com a cura de tantas doenças, sonho com filhas que não perdem pais a não ser para a velhice, sonho com velhos que não esquecem a sua história à conta da Alzheimer, sonho com milhões de vidas poupadas quando se vencer a malária, sonho com pessoas que não morrem de septicemia nos hospitais depois de tudo já parecer estar bem, depois dos seus já estarem a preparar a casa para os receber. Sonho com tanta coisa que nem sei como cabe tudo em mim, mas sonho. Por isso respeito quem seja apaixonado como eu na vertente oposta, mas que seja informado. Que não seja só extremista e estúpido, que não seja uma besta maior do que a besta que querem fazer de mim. Eu já participei em conferências sobre alternativas à experimentação animal, quando for viável, não tenho problemas em trocar de vida. Mas não é. Não é! O que o artigo diz, para quem não se dá bem com o inglês é, basicamente, que um grupo de activistas invadiu uma universidade em Milão e se barricou lá dentro. Recusaram-se a sair a menos que levassem consigo animais para libertar. No fim, estas mentes iluminadas libertaram ratinhos nude, extremamente imunocomprometidos (com sistema imunitário débil), que acabaram por morrer em simples contacto com o exterior. Boa! You go activists! Tivessem estes animais continuado em experiência, e morreriam de forma mais humana, assim foi mesmo em agonia, está benzinho. Não satisfeitos, estes queridos ainda andaram a trocar os cartões experimentais que identificavam os animais, confundindo os protocolos. Passarão anos até aquela universidade recuperar o trabalho todo. Muitos dos modelos animais que existiam eram de doenças psiquiátricas como o autismo e esquizofrenia. Reparem, sejam pela causa que quiserem, mas não sejam ignorantes. Isto não foi um avanço de merda nenhuma, não ajudou a consciencializar ninguém para o quer que seja, não foi civilizado, não foi digno e fodeu o trabalho de pessoas que, como eu, andam a dar o litro para que pessoas como vocês possam viver mais e melhor. Pensem nisso.
Querida Suzuki
Vai à merda. Está bem que gravar anúncios na minha rua é espactacular, está bem que a minha rua é frequentada por gente conhecida, a quem normalmente eu não acho graça, infelizmente, tipo a Rita Pereira, que ontem estava a ralhar com a cadela, a Heidi, de cu para o ar. Uma miragem para muitos, eu não achei que as nádegas dela fossem melhores que as minhas. Fico aborrecida é de não ver por aqui um Eric Dane ou um Jeffrey Dean Morgan da vida, uma pena. Podiam vir e pernoitar em minha casa, não havia problema. Podia adormecê-los com festinhas pelo corpinho todo (Caetano, amor, se leres isto lembra-te que estou aqui só a fazer de conta que sou solteira e uma ganda maluca, hein, nada de preocupações). E é isto, a Suzuki vai gravar um comercial e ás tantas eu, que até pago uma renda algo pornográfica, não posso passar de carro para ir a casa. Está certinho. É claro que passei, ninguém resiste ao charme do Norte e éramos 5 a lançar charme à polícia, não tiveram hipótese, renderam-se. Os carros eram fofinhos e isso, mas não sei se perdoo o transtorno que me causaram, vou pensar no assunto. Talvez reconsidere só pelo facto de me proporcionarem assistir a uma discussão entre a minha vizinha arruaceira do rés-do-chão e um dos gajos que estava a controlar o movimento na rua e as gravações. Ela a atravessar e ele a proibir. Ela a empurrá-lo e a gritar "Parvalhão, eu já vivo aqui há 50 anos, que é isto? Agora não posso passar? Vá à merda e deslargue-me antes que lhe dê uma troçada." Ai, a vida é linda em todo o lado mas no bairro alto é um bocadinho melhor.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
A calmaria antes da tempestade
Tenho cá a minha irmã, as minhas sobrinhas e o meu cunhado desde ontem. Andam agora a laurear a pevide já que eu tive de ir trabalhar. Eu estou a aproveitar para escrever este post e estar um bocado sentada, não tarda acaba-se o sossego e começa a alegria. Isso e os pontapés nos rins (gentilmente cedidos pela minha mais velha durante o sono). Está a ser linda a estadia de 5 pessoas, 3 adultos (májomenos) e duas crianças (uma de 9 e outra de quase três anos) na minha humilde habitação de dois metros quadrados inteiros (bem medidos, hã!). A bem ver, nem me posso queixar muito, tirando a hora de deitar, gosto milhões das minhas reguilas, a essa hora tenho uma certa tendência a apertar-lhes o pescoço mentalmente para descontrair e o sangue não me raiar os olhos. A mais velha faz nove anos hoje e eu estou é com um pé para a cova, é o que vos digo, que ainda ontem ela era daquele tamanho que os bebés têm quando nascem, estão a ver? Pois... cabia direitinha no meu colo, agora espanca-me durante a noite. E não tarda aparece-me aqui com as nádegas à mostra porque é a moda. É assim a vida, sempre a passos largos para a morte.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
E quando eu penso que já não há CV mais estúpido para ver...
Aparece um com pérolas como:
Dados pessoais:
Idade: 39
Signo: Touro
Altura: 1,72
Olhos: Azuis
Peso: 70
Pés: 40
Fumador: Sim
Bebidas
Alcoólicas: Socialmente
Raça: Branca
Profissões: Entre várias, o candidato menciona "Acompanhante".
Preferência
Sexual: Heterossexual
Locais
de Frequência: Mimosa, Taboense, Biblioteca, Fórum Montijo, Minipreço,
Tabacaria Moderna, Kachaça, Sempre em Festa, Colombo, Smash, Dragão Jovem, Videomagia
Livros
Preferidos: Milnovecentos e oitenta e quatro, Tieta do Agreste
Filmes
Preferidos: Batman para Sempre, V de Vingança e Feios Porcos e Maus
Passatempos:
Investigação Social Aplicada a Mulheres (Interessantes)
Doenças
Crónicas: Chron e Esquizofrenia (Ahahahahahahahahahah)
São oito (OITO!) páginas do CV de um chanfrado. Foi difícil não mijar a rir e até tinha uma foto que merecia ser partilhada mas que, por motivos óbvios, não pode ser. E sim, é mesmo verdade que recebemos esta canditatura numa instituição de investigação.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Alguém precisa de ajudar o cego rapper do metro
e não é com uma moedinha, não, é explicando que se apanham mais moscas com mel do que com vinagre. Tipo, alguém com umas noçõezinhas básicas de marketing podia operar ali um milagre. Ficar frustrado e desatar a gritar "Enquanto não regar alguém com gasolina para lhe pegar fogo e me matar a seguir, não tenho direito a nada", não toca o coração do passageiro do metro. Excepto o da senhora idosa que já estava a olhar de soslaio à procura de um bidãozito de combustível em plena taquicardia. Gritar este género de disparates não surte o efeito de generosidade pretendido, pelo contrário, duas pessoas recolheram o dinheiro que iam dar só por causa do cheiro das tintas. O Sr. tem de ter calma que a vida está fodida e custa a ganhar a todos e, além disso, se abrisse a carteira daqui até ao trabalho a todos que me pedissem teria de me ir vender para o intendente para cobrir a despesa. Não sou uma pessoa insensível, que não, mas irritou-me um bocado ouvir aquilo. Compreendo que lhe estão vedadas praticamente todas as oportunidades de subsistir sozinho e o estado deveria ter uma responsabilidade social maior nestes casos mas eu só queria vir para casa sem apanhar malucos com ameaças de homicídios. Se houver por aí mais alguma alminha caridosa, que lhe explique que depois de se matar também não tem direito a nada a não ser um enterro, digam que vão da minha parte.
Adicionalmente, descobri o meu mais recente divertimento, entalar nas portas os espertalhaços que andam de metro à pala e se colam à malta para passar ao mesmo tempo. É giro, têm de experimentar.
Adicionalmente, descobri o meu mais recente divertimento, entalar nas portas os espertalhaços que andam de metro à pala e se colam à malta para passar ao mesmo tempo. É giro, têm de experimentar.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Todos os dias prometo a mim mesma que me vou começar a deitar mais cedo. Todos os dias, enquanto amaldiçoo o facto dos dias de trabalho não começarem só a partir das 10h00, eu juro que vou para a cama cedo. Todos os dias, e olhem que eu até sou daquelas que mal abre os olhos está apta a funcionar a 100%, eu sinto as minhas células a morrer numa apoptose colectiva por causa do horário madrugador. Todas as noites arranjo qualquer merda para me entreter, toda a santa noite vejo as horas a passar e a preguiça de ir tomar banho a aumentar, todas as noites invento mais uma máquina de roupa para estender ou mais uma coisinha para arrumar ou mais o caralho para limpar. Só sou pastelona com o meu Caetano e mesmo assim acho que ele faz algumas tentativas de me encontrar um botão de desligar durante o forrobodó. Devia começar a fumar uma broca lá pelas 20h00.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Os amigos do namorado
Sabe deus que não é de ânimo leve que encaro isto de conhecer os amigos do namorado. Por vários motivos. Ou porque me vão (ou não) dar o selo de aprovação, ou porque se não gostar deles é uma bela merda, ou porque se gostar e a coisa correr mal tenho pena, ou porque não sou a pessoa mais sociável do mundo e não costumo deixar as melhores primeiras impressões. Mas chega aquela altura num relacionamento em que o casal começa a querer sair do conforto do abraço um do outro para conviver, deixa de ser suficiente passar as horas todas colados e passa a ser necessário esticar as pernas. E não, o que sentem não mudou, as coisas é que são mesmo assim. As saudáveis, pelo menos. O meu namorado tem uma melhor amiga, vamos concentrar-nos nela, o que dificulta muito as coisas já que eu encontro mais facilmente pontos de afinidade com homens do que com mulheres. Não faço mesmo amizades com mulheres com facilidade, já estão a ver o drama. Por isso é muito boa a sensação de achar a gaja uma bacana. É muito bom jantar, sair e apanhar ar com os amigos dele e sentir que podem ser meus. Que são gente como a minha gente.
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